Grupo de estudantes de pedagogia da Faculdade A Vez do Mestre que busca contribuir nos diálogos e propostas que deverão ser tratadas na próxima Conferencia das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, conhecida como Rio+20, a ser realizada na cidade do Rio de Janeiro no mês de junho de 2012. Pretendemos também refletir sobre o modo de vida que o cidadão deste milênio deve adotar para tornar viável um mundo sustentável.
A sociedade civil deve participar com mais
intensidade nas discussões relativas ao fórum Rio + 20. E após críticas e
pressões ao governo do Brasil com relação à pauta a ser apresentada na
conferência mundial, o mesmo prometeu abrir espaço para que alguns (a promessa
é de três temas que forem considerados de maior prioridade) dos resultados das
reflexões nos fóruns sociais que serão realizados em anexo sejam trazidos à
reunião principal entre chefes de estado e líderes de governos. O embaixador
Brasileiro André Corrêa do Lago convidou ainda a sociedade civil para
aprofundar-se nas discussões, fazendo alusão ao fato de que a participação da
mesma foi importante na Rio-92, seja
através de apresentação de projetos, seja por exercer pressão a órgãos
internacionais. Salientou ainda, que as reflexões devem considerar não apenas
as necessidades de cada nação, mas que o pensamento deve ser global, lembrando
ainda que não se pode conceber uma única solução para todos os países, pois as
realidades entre os mesmos são distintas.
Link - PINTO, Marcos Vinícius; Rio+20 tenta ampliar
participação da sociedade civil. Portal Terra. Rio de Janeiro, 11 abr. 2012.
Seção Rio + 20.
Para
se pensar em novos caminhos para os problemas que a humanidade encontra nos
dias atuais, dentre eles a escassez de água, extinção de espécies, poluição e a
cada vez maior demanda por comida, é preciso que estejam alinhavadas a pesquisa
científica e os programas de políticas públicas que serão desenvolvidos a
partir da Rio + 20. E é isso que pesquisadores do clima propõem ao
elaborarem uma carta que chama atenção para a necessidade dos países investirem
recursos nas políticas publicas que se fundamentem nos estudos científicos de
alta qualidade, que podem subsidiar parâmetros para ações, estipular metas e
fornecer indicadores adequados. O texto formulado durante a conferência Planet Under Pressure (Planeta Sob
Pressão), em Londres, alerta ainda que o planeta passa por desafios sem igual,
e que, portanto, é imperativo que toda comunidade científica participe com
empenho das discussões que estão sendo tratadas e que serão aprofundadas na
conferência do Rio de Janeiro.
Link - Redação do site Veja; Especialistas cobram mais
'ciência' na Rio +20. Revista Eletrônica Veja, São Paulo, 29 mar. 2012. Seção
Ciência.
Quais
são os principais problemas sociais do planeta? Caso pudéssemos, o que
escolheríamos como foco das nossas ações em prol da construção de um mundo
sustentável? Perguntas como essas nos conduzem à reflexão sobre o que deveria
ser pautado e problematizado entre chefes de estado e a comunidade mundial no
fórum Rio + 20. Há quem diga que a cartilha elaborada pelo governo brasileiro,
que se pretende fazer uma proposta de desenvolvimento, nova governança
internacional para novas necessidades mundiais, acaba por deixar de priorizar o
que seria imprescindível nesse momento: A questão do meio ambiente. Segundo
ambientalistas, a inserção de assuntos diversos na discussão faz o Brasil tirar
o foco no que era para ser o eixo central dos debates, não exercendo pressão
para que as propostas de comprometimento com o cumprimento de metas de minimização
de poluição sejam assinadas pelos governos. O Brasil afirma que o fórum Rio +
20 almeja avanços na luta por desenvolvimento sustentável, onde os pilares são economia,
sociedade e ambiente. As pressões começam a surgir e certamente avanços virão à
proporção que a sociedade organizada atue de forma inteligente, pensando em
soluções globais e eficazes para os problemas que a cada dia se acentuam, sejam
na área ambiental, seja social ou econômica. Certo é que não deve haver espaço
para novos paliativos, devemos avançar e definitivamente lutar por esse mundo
sustentável.
Link - NETTO, Andrei; Ambientalistas denunciam "falta de foco" da Rio+20. Revista
Exame. São Paulo, 01 fev. 2012. Seção Economia – Meio Ambiente e Energia.
As palavras proferidas pelo
assessor especial da Secretaria
Geral da Presidência da República, Selvino Heck, denotam quais são de fato as problemáticas
mundiais a serem tratadas na conferência Rio + 20, segundo a visão do
governo brasileiro, o que nos permite perceber que muito mais do que um fórum
ambiental, o mesmo pretende posicionar-se como elo entre países tendo em vista
uma proposta de desenvolvimento global, que contemple os aspectos econômicos,
ambientais e sociais. Dentro dessa perspectiva, começamos a compreender o quão
importante é ou deveria ser o debate que está prestes a ser promovido no Rio de
Janeiro, já que o mesmo, ao menos em sua intenção, busca bases para fundamentar
um novo paradigma, que toma a sustentabilidade e a democracia como prioridades
para pensar um novo mundo. Utopia? Pode ser. Mas para mudar quaisquer status
quo é necessário refletir, debater, unir-se, mobilizar-se, e acreditar. Talvez
ao nos engajarmos não vejamos grandes transformações em curto prazo.
Entretanto, ao mesmo tempo, podemos promover transformações em nós mesmos e
naqueles que estão ao nosso redor, à medida que tomarmos consciência e compartilhamos
a necessidade de mudar nossa maneira de viver.
Link - HECK, Selvino; Rio+20: um outro mundo é possível.
Jornal do Brasil. Rio de Janeiro, 03 fev. 2012. Seção País – Sociedade Aberta.
Estamos iniciando nossa participação nesse projeto com a perspectiva de dialogarmos, refletirmos e posteriormente adotarmos novas posturas frente aos desafios que se apresentam diante de uma sociedade global que necessita com urgência repensar e renovar seu modo de existência nesse novo milénio, caso deseje de fato colaborar para a manutenção das várias formas de vida no planeta. Todos nós temos ouvido ecoar a palavra sustentabilidade em todas as mídias de comunicação, e mesmo que de forma simples estamos aprendendo que da forma como temos conduzido as coisas, não iremos muito longe se assim permanecermos, pois ao mesmo tempo que esgotamos recursos com excessiva produção e poluição para uma sociedade consumista, não conseguimos erradicar problemas e desigualdades sociais que se perpetuam há tempos.
Esse canal de comunicação tem o propósito de ampliar as discussões em torno das novas possibilidades que poderão ser geradas a partir desse ano, tendo em vista que o mundo inteiro estará voltado para as questões cruciais do desenvolvimento do planeta, já que no mês de junho representantes dos governos de mais de 100 países estarão tratando do tema por intermédio de uma conferência mediada pela ONU, aqui no Rio de Janeiro. Simultaneamente, a sociedade civil de diversos países estará reunida também na mesma cidade, e através de uma gama de propostas e eventos chamará atenção para as questões relativas à viabilização de um mundo sustentável para todos. Essa organização foi batizada com o nome "Cúpula dos Povos na Rio+20 por Justiça Social e Ambiental", e estará proporcionando uma chamada "tempestade de idéias (brainstorm)" que procura tanto contribuir como de certa forma exercer pressão sobre a reunião oficial entre governos, bem como conscientizar o mundo para a real necessidade de adotarmos uma nova atitude frente as circunstâncias que evidenciam que precisamos pensar em um mundo viável.
Espera-se que o resultado de todos os debates e propostas venha possibilitar um avanço com relação a reuniões anteriores promovidas pelas nações unidas, seja no âmbito macro governamental, assim como em micro ações, pequenas atitudes de cada um que podem contribuir para a mudança do mundo. Certamente para que obtenhamos êxito é importante a participação de cada um nessa luta, que é de todos.