Com direito a visita ilustre
do prefeito de Nova Iorque, João Coser, o morro Chapéu Mangueira recebeu o
projeto Rio Cidade Sustentável, que efetua intervenções na infraestrutura
urbana e transformações sociais na comunidade local, com enfoque na
sustentabilidade. O projeto é fruto de cooperação entre governo municipal,
empresas privadas, a própria comunidade e instituições da sociedade civil. Entre
os projetos em curso no Chapéu Mangueira, estão a gestão dos resíduos sólidos,
o turismo comunitário, o desenvolvimento do empreendedorismo local e a
agricultura urbana orgânica.
Grupo de estudantes de pedagogia da Faculdade A Vez do Mestre que busca contribuir nos diálogos e propostas que deverão ser tratadas na próxima Conferencia das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, conhecida como Rio+20, a ser realizada na cidade do Rio de Janeiro no mês de junho de 2012. Pretendemos também refletir sobre o modo de vida que o cidadão deste milênio deve adotar para tornar viável um mundo sustentável.
terça-feira, 3 de julho de 2012
A cidade das águas
Um imenso complexo
educacional que abrange diversas instituições estaduais e federais em uma tarefa
conjunta que visa promover a educação para as águas no Brasil e no Mundo. Essa
é a Cidade das Águas, instalada em Frutal
(MG), numa iniciativa do Governo de Minas conjuntamente
com a UNESCO, no objetivo de criar um centro
de capacitação e pesquisa de recursos hídricos, e adotar como eixo central a
gestão, preservação e recuperação das águas (superficiais e subterrâneas), além
da formação de líderes na gestão da água. A UEMG e outras 11 universidades já
contribuem com o projeto, além de órgãos ligados ao meio ambiente, ao
desenvolvimento sustentável e à ciência e tecnologia. O investimento na
construção e implantação é de cerca de R$ 180 milhões, e sua conclusão está
prevista para 2014. Pretende-se formar uma estrutura capaz de reunir outras instituições
estaduais, federais e privadas, de todo o mundo, em um mesmo ambiente de
convivência e interatividade, para estudar gestão, preservação e recuperação
das águas.
Ações público-privadas em projetos sustentáveis
Ações Público-Privadas: Responsabilidade e Cidadania na busca de cidades melhores
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Apresentação de palestra da
arquiteta Adriana Blay Levisky sobre projetos sustentáveis em arquitetura e
design, na qual a mesma expõe alguns projetos onde é coautora e retrata uma
tendência cada vez maior nesse século: Associar urbanismo, paisagismo e
sustentabilidade, utilizando o caminho das parcerias público-privadas como
forma de viabilizar os projetos, dando ênfase também aos aspectos da
responsabilidade social e cidadania no trabalho e no desenvolvimento de
cenários mais belos e do nosso país.
Reflexão crítica sobre a Rio + 20
Rio+20 sob o olhar dos movimentos sociais de comunidade científica
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Apresentação do biólogo
Felipe Pinheiro, que faz uma análise interessante da Rio + 20 sob vários ângulos, especialmente o dos movimentos
sociais, e traça uma projeção de soluções que poderiam ser adotadas e que
contribuiriam com um mundo mais sustentável, traçando um panorama das consequências
dos resultados da reunião global.
Parcerias que valem a pena: Instalação de cisterna no complexo do alemão
Foi inaugurado na comunidade
Sérgio Silva (no local conhecido como Serra da Misericórdia), Complexo do Alemão,
a primeira cisterna de placa do Rio do Janeiro, trabalho conjunto de
voluntários da comunidade, pessoal da ONG Verdejar, e apoio da fundação Banco
do Brasil. Para Zolmir Figueiredo, um dos coordenadores da ONG Verdejar, embora
caia grande quantidade de chuva sobre a cidade todos os anos, com a água da
cisterna construída na comunidade Sérgio Silva, a Verdejar faz planos de
reforçar uma área de 300 m² destinada à produção de legumes e verduras
agroecológicas e cultivo de mudas de espécies nativas da Mata Atlântica, que
são usadas no reflorestamento de áreas degradadas no morro, especialmente por
queimadas. E outra cisterna vai contribuir com as ações desenvolvidas pelo
Centro de Educação Ambiental da Verdejar, que trabalha na formação de jovens,
permacultura urbana e agroecologia. A cisterna funcionará também como uma
reserva de água para consumo humano, caso as famílias da comunidade tenham
necessidade. “Já ficamos até 60 dias sem água aqui na comunidade Sérgio e Silva”,
revela Figueiredo. Para ele, a implantação da cisterna contribuirá não somente
para preservação e como insumo básico para o cultivo das hortaliças, mas também
para mobilização social. “Esta horta serve como ferramenta para conscientizar
moradores a respeito da alimentação saudável, do consumo consciente e da
produção orgânica.” Figueiredo espera que a cisterna incentive os moradores da
comunidade a ter hortas em suas residências. “Eles podem se interessar e
perceber que também devem cultivar no quintal das suas casas. A ideia é que a
comunidade possa se apropriar cada vez mais do desenvolvimento sustentável.
Agora, com a cisterna, vai melhorar muito nossa produtividade.”
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